29 abr 2021

Romeu Zema defende privatização da Cemig até fim de 2022

Fonte.: MegaWhat / Camila Maia

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a defender a privatização da estatal Cemig. Em discurso na abertura do evento da companhia com investidores e analistas, Zema disse desejar que a companhia se torne uma “corporation” – isto é, uma empresa sem controle definido, com capital pulverizado – ainda dentro de seu mandato, que termina no fim de 2022.

O governador comentou diversos problemas na qualidade de serviço da Cemig em Minas Gerais, como por exemplo a rede rural da companhia, que é ineficiente e carece de investimentos elevados.

“Minha visão de Cemig é uma empresa privada, que investe muito e traz desenvolvimento e bem estar ao povo mineiro”, afirmou. O estado de Minas Gerais não deixaria de ser sócio da empresa, mas seria minoritário no cenário de uma corporation, “sem o poder de criar problemas, como sempre criou.”

O presidente do conselho da Cemig, Márcio Utsch, defendeu o diálogo com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais para que a privatização da companhia possa ter o aval dos deputados. “Precisamos demonstrar as vantagens disso para a Assembleia, é normal que os deputados analisem para tomar a melhor decisão”, disse.

“Como o governador [Zema] falou, as vezes o Estado trava muito coisas importantes. Vamos modernizar a Cemig”, disse Utsch. O principal objetivo, nesse processo, é melhorar a qualidade do serviço para os clientes da companhia.

Segundo Reynaldo Passanezi, presidente da estatal mineira, a Cemig precisa reduzir o escopo de sua atuação, focar nas atividades principais e crescer de forma sustentável. “Queremos encantar o cliente, criar valor, ser digital. Queremos transformar vidas com nossa energia”, disse.

Depois da privatização, com acesso a mais recursos, a Cemig pode considerar ampliar novamente sua atuação, caso seja considerado estrategicamente positivo para a companhia.

A digitalização terá papel importante nessa nova fase da Cemig, para que a empresa ganhe eficiência e seja modernizada. O plano de transformação digital envolve investimentos da ordem de R$ 150 milhões por ano.

 

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